sexta-feira, 13 de maio de 2011

Inventos de Alberto Santos=Dumont


Santos=Dumont tratava seus inventos como 'sua família', é possível identificar as evoluções em seus inventos numerados. Acima o Dirigível, o biplano e por fim o monoplano.

Veja a lista de invenções de Santos=Dumont em ordem cronológica. Clique nos links e/ou role a página para mais informações sobre as invenções.


#__ Nomes     Outros nomes ou grafiasTipo & 
Características
Datas &
Informações técnicas
1Inventos
Familia Completa







2Brasil
Mais Leve que o Ar

1 voo 04 junho/1898

diâmetro 6m/1 113 m3 de H2

3L'Amerique
Mais Leve que o Ar

1 voo 12 junho /1898

diâmetro 9,8m/1 500 m3 de H2

4S=D N.1
Mais Leve que o Ar

queda 19 setembro/ 1898

25 m comp/186 m3 de H2
Motor Dion Bouton Modificado 2cil. 3,5cv Hélice 0,4m 


5NS=D  N.2
Mais Leve que o Ar

queda 11 de maio/ 1898

26,5 m comp/200 m3 de H2
Motor Dion Bouton Modificado 2cil. 3,5cv, Hélice 0,4m 


6S=D  N.3
Mais Leve que o Ar

1o voo 13 de novembro/1898

20 m comp/ 500m3 de H2 - Motor Dion Bouton Modificado 2cil. 3,5cv, Hélice 0,4m
 


7S=D N..4
Mais Leve que o Ar

1o voo em 01 de agosto/1900

29 m de comp/420m3 - Motor Buchet 2cl. 7cv, Hélice de 4m

8Fatum
Tão Leve quanto o Ar

Cilindro Termostático 50m3 e 2,5m de diâmetro

Balão 310 m3 e 7m de diâmetro
9S=D N..5
Mais Leve que o Ar

queda 08 de agosto/1901

34 m comp / 550 m3 de H2
Motor Buchet 4 cil. 16 cv  Hélice 4m


10S=D N.6
Mais Leve que o Ar

Ganhou o Prêmio Deutsch em 19 de outubro de 1901

34 m comp / 622 m3 de H2 Motor Buchet 4 cil. 20 cv  Hélice 4m

11S=D N.7
Mais Leve que o Ar

Teste em 16 de maio de 1904

49 m comp / 1.257 m3 de H2 Motor Clement Bayard de 4 cil. 40 cv  Hélice 4

12S=D N.8Mais Leve que o Ar

1o voo da USA Sr. Boyce em 01 de outubro de 1902

34 m comp / 622 m3 de H2 Motor Buchet 4 cil. 20 cv  Hélice 4m

13S=D N.
La Balladeuse

Mais Leve que o Ar

1o voo 07 de maio de 1903

12 - 15,2 m comp / 220 - 261 m3 de H2 Clement Bayard de 2 cil. 3 cv  Hélice 2,8m

14Cartier Santos*Não é invenção de S=D
* Invenção de Edmond Jaeger & Louis Cartier para S=D


Linhagem de relógios que remonta a 1904




15S=D N.10
Mais Leve que o Ar

UF 

SP

16S=D N.11
Mais Pesado que o Ar

UF 




17S=D N.12
Mais Pesado que o Ar

UF 




18S=D N.13
Mais Leve que o Ar

UF 




19S=D N.14
Mais Leve que o Ar

1o voo agosto de 1905

20 m comp / 200 m3 de H2 Peugeot 2 cil. 14 cv  Hélice 0,9m

20N.14-bis 
Oiseau de Proie

Mais Pesado que o Ar

23 de outubro de 1904 voou 220m

9,6 m comp / 11,46 env Motor Antoniette de 8 cl. 50cv  Hélice 2m

21N.15Mais Pesado que o Ar

UF / País




22N.16Tão Leve quanto o Ar

UF / País




23N.17Mais Pesado que o Ar

UF / País

PA

24N.18
Hidroplanador

UF / País




25N.19
Mais Pesado que o Ar

UF / País




26N.20

Mais Pesado que o Ar

UF / País

CE, PB

27Marciano
PROTÓTIPO


UF / País




28Ícaro
PROTÓTIPO

UF / País

CE

29Dispositivo p Corrida de Galgos
PROTÓTIPO

UF / País

Bertioga SP  e Cabo Frio RJ

30EncantadaPROTÓTIPO

UF / País

RJ, ES

31Catapulta Salva-Vidas
PROTÓTIPO

UF / País

SC, SP



Santos=Dumont tinha uma linha bem definida de raciocínio, Atacou o mais leve do que o Ar e evoluiu passo a passo até o mais pesado que o Ar, e por fim iniciou seus estudos no vôo individual e ornitóptero, “É que o inventor, como a natureza de Lineu, não faz saltos: progride de manso, evolui. Comecei por fazer-me bom piloto de balão livre e só depois ataquei o problema da dirigibilidade. 

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Fiz-me bom aeronauta no manejo dos meus dirigíveis, durante muitos anos estudei a fundo o motor a petróleo e só quando verifiquei que seu estado de perfeição era bastante para fazer voar, ataquei o problema do mais pesado que o ar”.
Veja a lista de inventos de Santos=Dumont por ordem cronológica. clique nos links e/ou desça a pagina para mais informções sobre os inventos

Santos=Dumont, tal qual a natureza de Lineu, não deu saltos progrediu invento por invento em passos muito bem planejados 

O - TESTE COM O TRICICLO DE DION BUTON

Levei-o ao Bois de Boulogne e, por três cordas, pendurei-o num galho horizontal de uma árvore, suspendendo-o a alguns centímetros do chão. É difícil explicar o meu contentamento ao verificar que, ao contrário do que se dava em terra, o motor do meu triciclo, suspenso, vibrava tão agradavelmente que quase parecia parado.


Neste dia começou a minha vida de inventor “.

Corri a casa, iniciei os cálculos e os desenhos do meu balão n° 1. Nas reuniões do Automóvel Club - pois o Aeroclube não existia ainda - disse aos meus amigos que pretendia subir aos ares levando um motor de explosão sob um balão fusiforme. Foi geral o espanto: chamavam de loucura o meu projeto. O hidrogênio era o que havia de mais explosivo! Se pretendia suicidar-me, talvez fosse melhor sentar-me sobre um barril de pólvora em companhia de um charuto aceso. Não encontrei ninguém que me encorajasse.

- Brasil – Menor balão cativo já criado – com envergadura de 6 metros de diâmetro, cubagem de 113 m3, peso 27,5 kg.
Primeiro vôo feito no dia 04 de junho de 1898;

1 - O BALÃO BRASIL





o pequeno balão Brasil (cubagem de 113 m3) permitia o voo individual de Santos=Dumont - levantava os 50 kg de S=D e pouco mais 30 kg de carga maxima.

2 - O BALÃO L'AMÉRIQUE


-L’Amérique – Foi construído em 1898, levava a bicicleta do aviador para que este pudesse voltar do local de onde havia pousado – com envergadura de 9,8 metros de diâmetro, cubagem de 500 m3;



o L'Amerique com cubagem de 500m3, podia subir com pesos extras, Santos=Dumont muitas vezes prendia sua bicicleta as cordas, pois o pouso era sempre uma surpresa distante de casa. 


- O DIRIGÍVEL SANTOS=DUMONT N.º 1



 -Dirigível Numero 1 – Dispensou camisa e prendeu cordas diretamente no invólucro, sofreu quedas nos dias 18 de setembro e 20 de setembro de 1898 devido a facilidade que o invólucro tinha de se dobrar.
Com 25 metros de comprimento de ponta a ponta do invólucro, diâmetro de 3,5m na parte mais larga do invólucro, cubagem 186m3, Motor De Dion Boutton modificado com 2 cilindros sobrepostos, que atingia 3,5 cavalos de força e hélices de 50 cm de cumprimento de pá a pá;


Dirigível S=D Numero 1
O DIRIGÍVEL SANTOS=DUMONT N.º 2


-Dirigível Numero 2 – Fez modificações no leme que tornou-se mais funcional, caiu em 11 de junho de 1899 novamente por conta da de dobra do invólucro (veja http://santosdumontvida.blogspot.com/2008/03/comeo-da-vida-de-inventor.html ). Aumentou o tamanho do invólucro para 26,5 metros de comprimento, 3,8 metros de diâmetro na parte mais larga do invólucro, cubagem de 200m3, usou o mesmo motor De Dion Boutton modificado, agora com ajustes atingia 4,5 cv e hélices de 50 cm de cumprimento de pá a pá;



O DIRIGÍVEL SANTOS=DUMONT N.º 3

-Dirigível Numero 3 – Depois das diversas quedas pela dobradura do invólucro resolveu o problema com o desenho do “vesica piscis” aumentando a curvatura e reduzindo o comprimento, voou pela primeira vez em 13 de novembro de 1899 e realizou diversos vôos sobre Paris (veja http://santosdumontvida.blogspot.com/2010/05/o-primeiro-voo-bem-sucedido-de.html ). Com 20m metros de comprimento, 7,5 metros de diâmetro na parte mais bojuda do invólucro, cubagem de 500m3, usava o mesmo motor De Dion Boutton de 4,5cv e hélices de 50 cm de cumprimento de pá a pá;



O DIRIGÍVEL SANTOS=DUMONT N.º 4


-Dirigível Numero 4 – Primeiro vôo no dia 08 de agosto de 1900, ao contrario do que muitos acreditam as rodas não eram trens de pouso e serviam apenas para tirar a aeronave do hangar, utilizava lastro de água (veja http://santosdumontvida.blogspot.com/2008/03/o-premio-deutsch.html ). 

Com 29 metros de comprimento, S=D sentava-se perigosamente num selim preso a uma cana de Bambu, 5,6 metros de diâmetro na parte mais bojuda do invólucro, cubagem de 420m3, utilizava um motor Buchet de 2 cilindros com 7 cv, e tinha hélice com 4 metros de diâmetro;



Dirigível S=D numero 4
- O DIRIGÍVEL SANTOS=DUMONT N.º 5


-Dirigível Numero 5 – Primeiro dirigível com o design do ganhador do Premio Deutsch, primeiro Vôo em 12 de julho de 1901, no dia 13 de julho de 1901 voou 11km em 40 minutos, foi destruído no clássico acidente de 08 de agosto de 1901 ( veja http://santosdumontvida.blogspot.com/2010/09/desvendando-o-acidente-de-08-de-agosto.html ). 34 metros de comprimento, 6,5m de diâmetro na parte mais bojuda do invólucro, 500m3 de cubagem, Motor Buchet de 4 cilindros com 20cv com hélices de 4 metros;


Dirigível S=D numero 4

O DIRIGÍVEL SANTOS=DUMONT N.º 6



-Dirigível Numero 6 – Primeiro vôo no dia 06 de setembro de 1901, S=D fez modificações no leme, Conquistou o premio Deutsch em 19 de outubro de 1901, foi destruído em Mônaco no acidente de 14 de fevereiro de 1902 (veja http://santosdumontvida.blogspot.com/2009/03/curta-temporada-de-santosdumont-com-o.html ).


33 m de comprimento, 6m de diâmetro no invólucro, 622m3 de cubagem, Motor Buchet de 4 cilindros com radiador exposto com 20cv, hélices de 4m;



O DIRIGÍVEL SANTOS=DUMONT N.º 7



-Dirigível Numero 7 – Primeiro vôo em 16 de junho de 1904, destruído no dia 26 de junho de 1904 em St Louis – USA (supostamente por sabotagem). 49m de comprimento, 7 metros de diâmetro no invólucro, 1.257m3 de cubagem, Usava um motor Clement Bayard de 60cv, contava com 2 hélices na proa e na poupa com 4 m cada;

O DIRIGÍVEL SANTOS=DUMONT N.º 8



-Dirigível Numero 8 – Replica exata do Numero 6 vendida para o Diretor do Aeroclub da America, Mr Boyce (USA), ao contrario do que e tido como um mito, o numero oito foi de fato construído. Foi destruído numa queda em seu primeiro vôo nos arredores de New York em setembro de 1902.

O DIRIGÍVEL SANTOS=DUMONT N.º 9

Dirigível N.º 9 “La Balladeuse”

-Dirigível Numero 9 “La Balladeuse” (a charrete) – Fez seu primeiro vôo no dia 07 de junho de 1903 também foi vendido ao Mr. Boyce, com ele S=D realizou diversos vôos individuais metropolitanos em Paris (veja http://santosdumontvida.blogspot.com/2008/04/depois-do-prmio-deutche.html ). 


Com 12m de comprimento, 5,5m de diâmetro, 220m de cubagem, com um motor Clement Bayard de 2 cilidros com 3cv, hélice com 2,8m de ponta a ponta;







 O DIRIGÍVEL SANTOS=DUMONT N.º 10


-Dirigível Numero 10 “Lo Omnibus” – Voou preso ao solo no dia 18 de outubro de 1903. Com 48 metros de comprimento, 8,5m de diâmetro no invólucro, cubagem de 2.010, funcionava com um motor Clement Bayard de 4 cilindros, potencia de 46cv para movimentar 2 hélices de 3m;




Dirigivel Santos=Dumont Número 10 - “Lo Omnibus” 
- O AEROPLANO SANTOS=DUMONT N.º 11
 

O Mistério dos Número 11, 12 e 8

Como é de conhecimento público, Santos=Dumont queimou parte de seus diários e projetos, o que causou grande prejuízo à sua biografia e relatórios de invenção, principalmente no que diz respeito aos números 11, 12 e 8.

Como a mídia da época pouco falava dessas invenções, não tem fotos e seus relatos pessoais se perderam, o Professor Henrique Lins de Barros compôs esta lista, extrapolando com aeronaves e projetos da época, tais como o helicóptero, o planador e outras invenções que bem poderiam ter sido batizadas com os numeros em falta.

No entanto, Georges Blanchet em seu artigo para L'Aérophile Artigo nº 6, abril de 1904, p. 91 diz que houve aeronaves batizadas com estes números, conforme artigo anexo:

A côté du n VII et entièrement achevé aussi, un nouvel aéronat, le Santos-Dumont XI attend le jour prochain de ses essais. Du même type que le ballon omnibus le n° X, dont Santos ne s'occupera plus qu'après son retour de Saint-Louis, le n XI appartient à un riche Américain qui l'attend impatiemment. Mentionnons à ce propos qu'un autre Américain, M. Boyce, avait précédemment acquis du célèbre aéronaute le Santos-Dumont VIII et l'avait mis hors d'usage dès sa première ascension. Nullement découragé, M. Boyce acheta alors le Santos-Dumont IX, le petit aéronat qui émerveilla les Parisiens l'été dernier et fera prochainement connaissance avec l'atmosphère new-yorkaise.

Tradução

Ao lado do nº VII e também totalmente concluído, uma nova aeronave, o Santos-Dumont XI, aguarda o próximo dia de seus testes. Do mesmo tipo que o balão ônibus nº X, do qual Santos não tratará até depois de seu retorno de Saint-Louis, o nº XI pertence a um americano rico que o espera impacientemente. Mencionemos, a esse respeito, que outro americano, o Sr. Boyce, já havia adquirido o Santos-Dumont VIII do famoso aeronauta e o havia colocado fora de uso em sua primeira subida. Nada desanimado, Boyce comprou então o Santos-Dumont IX, o pequeno aeronat que encantou os parisienses no verão passado e que em breve conhecerá o clima nova-iorquino.

BLANCHET, Georges. Le retour et les préparatifs de Santos Dumont, L’Aérophile. Paris: Aéroclub de France, 12º ano, nº 6, abr. 1904, p. 91.

Por respeito ao meu amigo e também para dar a conhecer estas invenções, tomei a liberdade de continuar com a lista feita pelo meu amigo Professor Henrique.

-Projeto de Aeroplano Numero 11 – Projeto de avião monoplano com base no planador de Cayley, não foi construído;

- O HELICÓPTERO SANTOS=DUMONT N.º 12
 

-Projeto de Helicóptero Numero 12 - Nunca foi terminado, parte da estrutura de instalação do motor já estava pronta. Contava com duas hélices de sustentação de 4 metros e hélice de tração de 2m de diâmetro, nas fotos o helicóptero aparece ao lado de um motor Antoniette de 8 cilindros de 50 cv;


O DIRIGÍVEL SANTOS=DUMONT N.º 13



-Numero 13 - (o perigoso) Misto de Balão a ar quente e Dirigível com Hidrogênio – Tentativa de S=D de conseguir maior autonomia, felizmente foi destruído no hangar durante uma tempestade no dia 29 de dezembro de 1904 antes de ser testado. 19 metros de comprimento, 14,5 m de diâmetro, cubagens de 1902 m3 de Hidrogênio e 750 m3 de ar;

O DIRIGÍVEL SANTOS=DUMONT N.º 14
 

-Dirigível Numero 14 – O invólucro em forma de lança não se mostrou muito estável com risco de dobrar-se como ocorrido com o numero 1 e 2, primeiro vôo 12 de junho de 1905. Com 41 metros de comprimento, 3,4 m de diâmetro, cubagem de 186m3, pesava 150 kg, e funcionava com um motor Peugeot de 2 cv;

 

-Dirigível Numero 14 modificado – O invólucro foi modificado para 20 metros de comprimento, 6m de diâmetro e cubagem de 200 m3;
 



 

-Dirigível Numero 14 com o 14 acoplado –


Hibrido de avião de asas Hargrave com balão acoplado para testes que levarão ao vôo do mais pesado que o ar. Testes realizados nos dias 21, 22 e 23 de de julho de 1906;




-Les Deux Ameriques – Balão esférico com duas hélices horizontais para substituir o uso de lastros, construído para participar da Taça Gordon-Bennett em 30 de setembro de 1906 com partida na place de la Concorde-Paris. Com16 metros de comprimento e 2150 m3 de cubagem utilizava um motor Dion de 6 cavalos para movimentar duas helices;

- O BALÃO SANTOS=DUMONT LES DEUX AMERIQUES



Balão esférico feito para participar da taça Gordon-Bennet, hélices horizontais foram usadas para substituir os sacos de lastro de areia.

Infelizmente, Santos+Dumont não ganhou o prêmio.



O MAIS PESADO QUE O AR

- O AEROPLANO SANTOS=DUMONT N.º 14-Bis


-Aeroplano 14 Bis – Construído em 1906, Fez um pequeno vôo no Campo de Bagatelle no dia 04 de setembro de 1906, voou de 7 a 8 metros no dia 13 de setembro de 1906, conquistou a taça Archdeacon no dia 23 de outubro de 1906 com um vôo de 60 metros a 3 metros de altura, voou 220m no dia 12 de novembro de 1906 a 6 metros de altura e ganhou o premio Aeroclub da França – FOI O PRIMEIRO VOO HOMOLOGADO DA HISTORIA DA AVIAÇÃO, Destruído em SaintCyr em 04 de abril de 1907.
 
9,6 metros de comprimento, 11,46 metros de envergadura, 290 kg, motor Antoniette de 50 cv movia uma hélice de 2m, era acionado por um dispositivo de partida especialmente encaixado à hélice (veja foto).

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Ele realizou esse sonho em 4 de setembro de 1906, quando voou pela primeira vez em seu avião número 14-Bis. Foram pequenos vôos de 7 a 8 metros no Campo de Bagatelle, mas talvez o dia mais feliz de sua vida, pois finalmente conseguiu decolar, com força suficiente para se manter no ar.

Ao perceber que precisava do eixo rolamento (como vimos lá artras), ele colocou ailerons na ponta de cada asa.










- O AEROPLANO SANTOS=DUMONT N.º 15
 

- Aeroplano Numero 15 – construído em compensado de madeira, teve ensaios nos dias 21, 24 2 27 de Março de 1907, era muito instável para voar.
Com 6 m de comprimento, 11 m de envergadura, 325 kg, movido com um motor Antoniette de 50 cv, uma única roda servia como trem de pouso;


- O 'TÃO LEVE QUANTO O AR' SANTOS=DUMONT N.º 16


- Numero 16 – Hibrido, misto de aeroplano com dirigível - Aparelho tão pesado quanto o ar, um invólucro de hidrogênio anulava o peso de um aeroplano, primeira apresentação em 04 de junho de 1907, tentativa de vôo sem sucesso principal queda em 18 de junho de 1907 na presença de Louis Blériot, Trajan Vuia e Charles 
Voisin. Invólucro com 21 metros de comprimento, 3 m de diâmetro, cubagem de 99 m3, motor Antoniette de 8 cilindros de 50 cavalos;


- Numero 16 modificado – outra aeronave hibrida, um misto de aeroplano bimotor com dirigível, só que dessa vez com dois motores de 6 cv cada em uma estrutura especial, colocado em voo depois do acidente de 18 de junho de 1907 com objetivo de testar mais recursos para o "mais pesado que o ar".


O nº 16 não é um dirigível, mas um “tão leve como o ar”. Mais uma vez, Santos apresenta a máquina, presumivelmente explicando como ela voará: será aliviada pelo gás do envelope e também levantada pela elevação das asas durante o deslocamento. Então ele tenta a demonstração que termina lamentavelmente.


Esse tipo de dirigível também é chamado, segundo o jargão da época, de “misto”. O Santos modificará então o n° 16 com dois motores menores, sem mais resultados.

- O AEROPLANO SANTOS=DUMONT N.º 17


- Numero 17 aeroplano (La Sauterelle) “o gafanhoto” – versão aprimorada do numero 15 finalizado em setembro de 1907, não chegou a ser testado. Com 7 m de comprimento, 12,4 m de envergadura, 320 kg, tinha uma motor Antoniette de 16 cilindros com 100 cv de potencia, hélice tripa com 2,10 m;

- O HIDROPLANADOR SANTOS=DUMONT N.º 18


- Numero 18 - hidroplanador (L'hydroglisseur – veja  http://santosdumontvida.blogspot.com/2008/10/uma-aposta-cria-o-numero-18-le-hydro.html ) testes feitos no mês de outubro de 1907 no rio Sena;
Tinha 8 m de comprimento, 6 m de envergadura, com um motor Antoniette de 16 cilindros de 100 cv, movimentava a mesma tripa do numero 17;


- O AEROPLANO SANTOS=DUMONT N.º 19
 

- Aeroplano Numero 19 - “La Demoiselle” – Construído em 1907, fez vôos em St-Cyr e Issy-les- Moulineaux nos dias 16 ,17 e 21 de novembro de 1907. Tinha 8 metros de comprimento, 5,1 metros de envergadura, pesava 180 kg e era acionado por um motor Dutheil & Chalmers de 2 cilindros de 19 cv. 

 

Este modelo com dual-hélices conjugada a uma tripá central,  foi desenhado para tentar ganhar potência e tempo de voo, com o objetivo de conquistar o prêmio Archdeacon de 1km. 

Testes realizados também com um Darracq de 30 cavalos. 

Foi testada uma outra versão do Numero 19 chamado de 19 Bis, com motor Antonette de 8 cilindros que chegou a pesar 180 kg, não voou;


- O AEROPLANO SANTOS=DUMONT N.º 19
 

- Aeroplano Numero 20 - “La Demoiselle” – Primeiro vôo no dia 01 de Março de 1909 em St Cyr, 

Nessa primeira formatação, coroas gigantes faziam girar uma grande hélice.  Durante o teste uma das pás da hélice se desprendeu, foi arremessada a grande distância, até ser fincada no solo arenoso, de uma propriedade vizinha.
 

Este modelo com hélices refeitas nos moldes das hélices modernas, bateu recorde de distancia necessária para decolagem no dia 16 de setembro de 1909, no dia 17 de setembro daquele ano voou até o castelo de Wideville, tinha 5,55 metros de comprimento, e 5,50 metros de envergadura, 115 kg.

Apoós testes com diversos modelos, fez testes com diversos motores, entre estes, Dutheil & Chalmers, Darracq, Clement Bayard, etc;

- O TRANSFORMADOR MARCIANO


Em 03 de dezembro de 1928 Santos=Dumont desembarcou do Cap Arcona no Rio de Janeiro trazendo seus dois inventos, o “Transformador Marciano”e o “Ícaro”, fruto de pesquisas que fez nos últimos 3 anos (de 1925 a 1928) na “La Casucha” apartamento alugado de seu grande amigo e sócio o Marques de Soriano.




O transformador marciano, é um esqui mecânico, serve para escalar montanhas, bem-entendido, montanhas cobertas de neve. Para o escalante não haverá mais dispêndio de esforço próprio, no movimento das pernas, porque ele será fornecido pelo motor, extremamente leve. É um pequeno monocilindro a quatro tempos, de força de 1/10 HP e pesando apenas 880 gramas. Ele dá uma velocidade de 1,20 (metros) por segundo na ascensão de uma montanha. 

Descrição do invento por Santos=Dumont

Um dia porem, durante o inverno de 1925-1926, chegando quase ao topo do Mont Joli, que domina Magève, encontrava-me esgotado, como uma locomotiva sem vapor. Infinitamente cansado, parei, com um esqui a frente e outro bem atrás, sem ter mais força para puxá-los! Isso acontecia invariavelmente ao fim de uma subida. Imóvel nessa posição, amaldiçoava a fraca capacidade inventiva do homem, que ainda não havia adaptado um motor às necessidades do esquiador e do montanhista.


Foi neste momento que, olhando a ponta de meu esqui colocando bem à frente, pensei: “Mas tenho aqui um verdadeiro ponto de apoio, porque a pele de foca impede meu esqui de recuar.
Se, dali por um fio, eu puxo o calcanhar do meu outro pé, este vai alcançar, ultrapassar o meu outro calcanhar e só parará por si na atura desta ponta.

Este esqui vai então se encontrar na posição ocupada pelo outro no instante anterior, e um segundo fio me permitirá recomeçar, para aquele, a mesma manobra.” Pois, como diziam os primeiros pesquisadores da direção dos balões: “Dê-nos um ponto de apoio – eis (a resposta ) para toda a questão”.


O Problema estava então resolvido. Era preciso pô-lo em pratica, ou seja, realizar, com um motor e automaticamente, o movimento de ir e vir, numa amplitude de mais de um metro.

O que me oferecia, para isso, a mecânica existente? Um virabrequim e uma biela, isto é, uma arvore munida de um cotovelo de 60cm e uma biela de cerca de dois metros. Para o esquiador, dois cotovelos e duas bielas. Eu não podia evidentemente concebe-lo (desta maneira). Eu fui forçado a inventar algo novo.

Desenho técnico do márciano de Santos dumont


Eis o que realizei: as bielas, eu as substituí por dois fios que, se em aço, não precisam ter a espessura maior que a de um cabelo. As arvores a manivela tornam-se então dois tambores levíssimos de magnésio, de apenas 25 gramas, os quais formam pequenos guinchos para os fios – e penso que não exagero muito ao dizer que, em movimento, as peças deste transformador são cem vezes mais leves que no antigo sistema a bielas. E a baixa inércia das partes móveis é de grande interesse numa máquina a qual se submetem às contínuas inversões de marcha.
A primeira figura mostra meu transformador de 95 gramas para um motor de 1/10 cv colocado sobre as costas de um esquiador. A figura numero 2 mostra um modelo maior, de 450 gramas, para um motor de 2 cv, ou mesmo mais.

Eis como funcionam.

Tomemos, por exemplo, o modelo grande (Fig.2)

O movimento rotativo do motor e recebido pelo pinhão R, encadeado na arvore O, que segue para os rolamentos P1 e P2. Sob esta arvore ficam dois tambores A e B, sobre os quais se enrolam os fios de que falamos. Enfim, entre estes, um disco D, preso ao eixo por uma longa chave que pode deslizar-se ao longo deste. É comandado por meio de um sistema composto por um cabo interior T e de uma alavanca L, Os tambores A,B e o disco D que sustent as cavidades e as saliências correspondentes, vemos aqui que podemos através desta alavanca L mudarmos um ou o outro tambor sobre o eixo O.

Seguimos agora aos fios F1 e F2 dos tambores. No presente caso estes se ligarão cada um a ponta de um esqui, passando por uma polia presa no calcanhar do pé oposto, e antes ainda, por dois pequenos buracos L1 e L2 que possuem, um pouco mais adiante, dois nós N1 e N2, não podendo ultrapassar os dois buracos esta posição, garante automaticamente a troca de marcha; vejamos como:

Com o motor acionado, a correia R e o Eixo O movem o disco D, simples assim.

Para iniciar o movimento alternativo, para embraiar, empurremos, por um comando qualquer, a alavanca L; esta puxa o braço T que aplica o disco D sobre o tambor B. Este entra em sintonia com arvore e gira com a mesma. O fio F2 enrola-se então sobre o guincho-tambor B e as diferentes peças encontram-se na posição da figura 1. Esse movimento deve continuar até que o nó N2 venha bater contra a peça T2 e a puxe. Mas esta batida está ligada à alavanca de comando L, que vai ser acionada, o que trará como consequência deslocar o disco D para a esquerda, o que quer dizer desembraiar o tambor B e embraiar o tambor A. Será o fio F que, nesta segunda etapa, vai enrolar-se, até a chegada do nó N1 sobre seu ponto de batida; esta inverterá de novo a embreagem dos tambores. Notemos que, durante este segundo tempo, o fio F2 puxado pelo esqui se desenvolverá sobre seu tambor, que pode girar livremente.

Este movimento duplo deve, no caso do esquiador, realizar-se perto de duas vezes por segundo. Mas que meu jovem leitor ou minha bela leitora nao se preocupem com isso. Nem suspeitam que as válvulas do motor de seu cabriolé se abrem e se fecham mais de 60 vezes por segundo. Diz-se mesmo que os átomos, nas moléculas que lhes servem de prisão, ficam tão inquietos, tão agitados, que vão da direita para a esquerda e da esquerda para a direita, dez milhões de bilhões de vezes por segundo. Mas eu não tenho aqui mais que uma confiança limitada quanto à precisão das medidas.

Na minha maquina, vêem-se e contam-se os batimentos que lhe dão mesmo a aparência, muito divertida, a de um ser vivo.

Apresento agora duas figuras explicando o movimento dos esquis.


Na primeira (fig...), o esqui direito está posicionado para trás. O fio ligado à sua ponta acaba de terminar seu trabalho levando a sola do pé esquerdo para a frente, e seu nó, ao chegar no ponto de batida, faz a mudança de marcha no transformador. 

Mme. Ponget testando o "Marciano"

O fio ligado à ponta do outro esqui – o esquerdo – vai então começar a se enrolar em seu pequeno guincho. Empurrando a sola direita até a posição da outra figura (fig.... ...). De novo, a inversão da marcha funcionará, e isso cerca de duas vezes por segundo.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Santos=Dumont e Yolanda Penteado – Um lindo caso de amor

foto da avenida Rio Branco - RJ - tirada aproximadamente em 1929

A minissérie produzida pela Rede Globo Um Só Coração, que prestou uma homenagem à cidade de São Paulo quando do aniversario de 450 anos (janeiro e fevereiro de 2004) levantou um assunto que já havia sido duvida em tempos anteriores, o eventual envolvimento de Santos=Dumont e Yolanda Penteado. Veja meu artigo neste blog sobre como os dois se divertiam em St Morritz, com o invento de S=D chamado de “Transformador Marciano” http://santosdumontvida.blogspot.com/2008/10/o-conversor-marciano.html .
Uma produção de 10,5 milhões de reais contou com a interessante interpretação de Cássio Scapin (muito parecido com o aviador) no papel de Santos=Dumont e como todos bem devem lembrar, Ana Paula Arósio no papel de Yolanda.
Na trama Santos=Dumont “fazia a corte” à Yolanda, enquanto que Yolanda não dava muita trela. A minissérie foi considerada excessivamente fantasiosa por, entre outras coisas, colocar um Santos=Dumont com a aparência de 30 anos de idade, praticamente a mesma de Yolanda. Só que, Santos nasceu em 20 de julho de 1873 e Yolanda em 6 de janeiro de 1903 o que da a eles uma diferença de 30 anos, aumentada ainda mais devido a condição de envelhecimento precoce de Dumont, resultado de um problema de ordem nervosa.
No livro Santos=Dumont um Herói Brasileiro, Antonio Sodré relata que Yolanda, casada na época, possivelmente teve amantes, dentre os quais Assis Chateaubriand e o próprio Santos=Dumont.
Maria Adelaide Amaral, também tem sua versão sobre o comportamento de Yolanda: "Só a filha de um dos amantes de Yolanda, um homem casado da sociedade paulistana, se recusou a ajudar", conta a escritora da minissérie.
Os textos mais ricos sobre o relacionamento de Dumont com Yolanda vem do livro “Tudo em Cor de Rosa”, escrito pela própria Yolanda Penteado. Neste livro encontramos os seguintes relatos de Yolanda: “Mas de fato, ele (Santos=Dumont) me fazia a corte: trazia bombons, flores, levava-me a passear. Dizia-se que ao ver-me ficava elétrico”. “Saia muito com ele, de manhã, passeávamos a Pê pela Avenue dês Acácias, depois ã Porte Dauphine tomar um vinho do Porto.
À noite, freqüentávamos os restaurantes, desde que não fossem barulhentos, pois ele ficava realmente nervoso com o barulho. Tinha horror a jazz...e dizia: ‘se tiver jazz não vou, nem quero ver muita gente. Os maridos, ainda suporto, mas barulho, não’.”.
Dizia-se que Yolanda era sobrinha de Dumont, mas não é verdade. Havia muita amizade entre a mãe de Yolanda e a cunhada de Alberto (Amália) que era meia tia de Yolanda. Ainda em seu livro Yolanda diz: “Os amigos de S=D me conheciam como ‘la nièce à Dumont’ (sobrinha de Dumont)”.
Teria mesmo acontecido um envolvimento de Santos com Yolanda? Os textos sobre o assunto são os mais variados, por isso resolvi apelar para as fotos.
Nesta seqüência, fotos tiradas entre 1924 e 1928 o dois demonstram intimidade e satisfação de estarem juntos, o que não necessariamente significa um envolvimento afetivo/amoroso. No entanto, esta foto de uma avenida me parece reveladora no contexto geral (a foto é da Avenida Rio Branco no Rio de Janeiro). Nela Santos Dumont escreve a Yolanda “Ema. Sra. Da. Yolanda, aqui vai uma foto da celebre AVENIDA da qual a Sra. Já tenha talvez ouvido falar !”.
Era fato bastante comum que Yolanda e Santos passeassem muito juntos por diversas avenidas de Paris, a própria Yolanda relatou isso em seu livro. O que então teria acontecido nesta avenida de tão importante para justificar o sarcasmo de S=D. Eu, como ilustrador que sou, resolvi arriscar minha teoria (veja ilust que encabeça este artigo).
O que realmente percebo é que existia muito amor entre os dois, e para responder se existiu uma relação mais intensa ou não, somente eles poderiam saber.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Redescobrindo o hangar de Santos=Dumont em St Cloud

Emmanuel Aimé, Santos=Dumont na nascele do Número 4 e Samuel Pierpont Langley, 01 de agosto de 1900

O Hangar de Saint Cloud ficou muito conhecido por receber várias celebridades da aerostação, incluindo o diretor do Museu Smithsonian, Samuel Pierpont Langley (22 de agosto de 1834 - 27 de fevereiro de 1906), um pioneiro da aviação, astrônomo e físico americano que inventou o bolômetro e Henri Deutsch de la Meurthe (Quartier de la Villette, 25 de setembro de 1846; Château de Romainville, 24 de novembro de 1919), magnata do petróleo e diretor do Aeroclub de France - todos vinham ver Santos=Dumont testar seu dirigível do número 4.


É a partir deste ponto de sua vida que Dumont começa a conceber suas invenções como extensões de seu corpo, que mais tarde o tornaria conhecido por ser por muito tempo o único homem a pilotar as chamadas “aeronaves de vestir” a cada inovação substituiria cordas amarradas ao cesto de vime por volantes chaves,  procurava melhorar item por item em processo contínuo de em eficiência e praticidade.


Com o número quatro Dumont testou várias inovações, abandonou o cesto de vime como elemento central e passou a adotar nasceles rígidas, ao perceber os benefícios do rígido bambu do numero 3.


Aumentou também o volume do involucro, primeiramente para 420 e pepois para 520 m3 de hidrogenio.

Dia da ascenção do N.4 - 1o de agosto de 1900, Emmanuel Aimé, Santos=Dumont, Samuel Pierpont Langley, entre outros.

Alem disso substituiu lastros de areia por lastro líquido.

Outra substituição importante foi a do motor, passou de seu pitoresco De Dion Boutton modificado, primeirametne por um Buchet de 2cl com 7cv e depois por outro Buchet de 4 cl e 16 cavalos.

O número 4 trouxe grandes avanços para seus dirigíveis, mas ainda assim ele percebeu alguns defeitos que precisavam de modificações.  


O primeiro deles era uma estrutura semelhante a uma barquinha poderia ser uma nascele muito mais eficiente para carregar o tanque de combusível, tanque de lastro líquido e muito mais.

Entendeu também que o selim de bicicleta não apresentava as condições necessárias de segurança em comparação com o recurso simples e altamente eficiente que é o cesto de vime.

E por fim, devido a constantes gripes que pegava por conta do vento gerado pela hélice, resolveu modificar sua disposição, que não mais puxava o dirigível más passou a empurrá-lo pelos ares.



Eu tive menos dificuldades para achar o local onde ficava o Hangar de St Cloud, de onde partiram os primeiros dirigíveis de Santos=Dumont, do que para achar o local do acidente com o Numero 6
(veja artigo http://santosdumontvida.blogspot.com/2010/09/desvendando-o-acidente-de-08-de-agosto.html ).

Meu ponto de partida foram os diversos textos que relatam a construção de uma estatua denominada de “o Ícaro de Saint Cloud” feita em homenagem a Santos Dumont, inaugurada em 19 de outubro de 1913, próxima de onde era o hangar de Santos=Dumont com a inscrição: "A Monument Été Élevé Par L'Aéreo Club de France, Pour Commémorer Les Expériences de Santos Dumont, Pionnier De La Locomotion Aérieme”.
O que poucos brasileiros sabem é a estatua original que ficava na Santos=Dumont Square – St Cloud entre a avenue de Suresnes e a avenue do Maréchal Jean de Lattre de Tassigny, foi derretida durante a segunda guerra mundial para a construção de armas e restituída em 1952 pela comunidade brasileira, uma replica bastante semelhante da estatua original no mesmo local.

Eu planejei pegar o bonde elétrico para descer na Gare Parc de St Cloud no entanto, curiosamente tomei por engano o trem da linha Paris-Saint-Lazare - Versailles-Rive-Droite para descer na Gare de Saint-Cloud.
Isso me colocou exatamente numa via com escadas que eu já conhecia de fotografias antigas e que pouco havia mudado.
Esta ruela com escadarias dava exatamente na estatua do Ícaro de St Cloud.
Ao ver esta foto parece que o endereço do Hangar fica aproximadamente entre os números 10 e 80 da Avenue du Maréchal Jean de Lattre de Tassigny, Saint-Cloud.
S=D estava constantemente gripado devido aos testes do N.4 - foi então que ele resolveu colocar a hélice na popa.

sábado, 25 de dezembro de 2010

As marcas e ícones presentes na vida de Santos=Dumont


Collage à découper da Demoiselle - Imagerie d'Epinal no 919

Na semana de Natal levo este interessante presente, uma replica da Planche d'Epinal Moyenne Construction com a Demoiselle de Santos=Dumont. Eram xilografias feitas pelas prensas de Jean-Charles Pellerin, que desde 1796 vem publicando diversas peças de papel como estas para se recortar e montar.


--> Brinquedos e Jogos em homenagem a conquista do prêmio Deutsche -->
Logo apos a conquista do prêmio Deutsche Santos=Dumont era talvez o homem mais famoso de sua época. Com isso diversos produtos quiseram pegar carona na popularidade do Aviador.


Até mesmo Henri Lachambre que fornecia os invólucros para Santos=Dumont oferecia balões cativos e dirigíveis que podiam ser infaldos com hidrogencio ou gás para iluminação de ruas.


Este pequeno dirigível em lata (jouets de fer-blanc) era movido a corad. Uma vez acionado pedalava uma replica do numero 4, movendo uma hélice que fazia o pequeno dirigível dar a volta na torre Eiffel.



O Concours Lépine (concurso Lépine) teve sua primeira edição retratada na revista l’Actalité de dezembro de 1901, tratava-se de um concurso-exposição que premiava com a quantia de 100 francos pequenos fabricantes de jogos, brinquedos, ferragens, artigos de decoração, eletrodomésticos, mecânica, fotografia, rádio, etc. com o objetivo de retirar os pequenos fabricantes do marasmo da então fraca economia parisiense.



O concurso existe ate os dias de hoje e é aberto a todo tipo de invenções, desde que respeitem as leis de propriedade intelectual ou industrial.
Em mais de um século, muitas invenções valiosas ganharam diversos prêmios, como caneta, o motor de dois tempos, o ferro a vapor, a hélice de passo variável, lentes de contato, etc.



Nesta edição da L’Actualité de dezembro de 1901, o homem segura um pequeno dirigível de Santos=Dumont.

Bebidas

Outra empresa que usava a imagem de Santos Dumont em seus reclames era a companhia de licores Bénédictine, que sempre teve um marketing voltado para a gastronomia e figuras tradicionais. Com a famosa divisa DOM (Deo Optimo Maximo, ou Deus Absolutamente Bom, Absolutamente Grande) da ordem beneditina em seu rótulo, o licor nasceu na abadia de Fécamp, na Normandia, França, onde Dom Vincelli, um monge alquimista, buscava a fórmula do elixir da longa vida. Santos Dumont teve um contrato publicitário com a bebida no qual associava seu nome a marca tinha sua imagem reproduzida por seu grande amigo e ilustrador Georges Goursat – SEM. A campanha dizia em seus anúncios « s'il fallait monter dans les nues pour boire, il y a longtemps que le problème de la locomotion aérienne serait résolu ». Também tinha os lindos Menus ilustrados que hoje são considerados valiosos itens de colecionador. Mas mesmo sem ter contrato outras marcas estavam sempre associadas a Santos Dumont como é o caso da água mineral Évian
Agua Mineral Evian
engarrafada diretamente da fonte Évian-les-Bains, na margem sul do lago Lac Léman.

Ação de Marie Brizard com ilustração de SEM - Santos=Dumont e o Hidroplanador


Rótulo comemorativo do Guaraná Antarctica100 anos de Santos=Dumont.

Anuncio do cigarro americano Santos=Dumont na revista Time (edição européia de 20 de setembro de 1976) com os dizeres “Father of Flight” na embalagem.

Vestuário & Objtos de Uso Pessoal



O chapéu panamá bege, marca "Cinelli" distorcido após ser usado para apagar um incéndio no motor de sua aeronave, virou moda no mundo.


Talão de Cheques do exclusivo La Banque de Montreux e cartões 

Santos=Dumont mantinha conta corrente no exclusivo La Banque de Montreux, que existiu na Rue de la Gare 13, Montreux - Suiça,  inaugrado em 1874, localizado em frente à atual que foi demolido em 1908 para liberar o eixo da Avenue des Alpes. Você pode vê-lo neste cartão postal. 

em São Paulo, S=D mandava imprimir seus carões na gráfica Carrara Critaline de São Paulo.


Botas da era Eduardiana, 1900-1920, seguiu a moda das botas e sapatos masculinos vitorianos com poucas alterações. As botas com cadarço eram os calçados de uso cotidiano para todas as classes. 

Botas pesadas foram usadas para o trabalho. As de Santos=Dumont eram especialmente reforçadas na sola para compensar sua baixa estatura.

Outro artefato que “Petit Santôs” usava e reforçava a moda era a gola alta, afinal, tudo o que ele fazia ou dizia se destacava, os ternos listrados, chapéu retorcido e cabelos repartidos ao meio sempre foram suas maras registradas.


Já em idade avançada, recebeu de presente este bibliocanto.